TOMORROWLAND: PORTUGUESES EMBARCAM NO SONHO ELETRÓNICO RUMO À BÉLGICA

Escrito por Gonçalo Dourado | 100% DJ
Publicado em 17 julho 2015
 
Boom, na Bélgica, é uma cidade com menos de 20 mil habitantes. Durante os próximos dias 24, 25 e 26 de julho, a localidade vai receber milhares de festivaleiros unidos por um objetivo: a música eletrónica, vivida nos vários palcos do festival Tomorrowland.
 
A edição deste ano conta com nomes como Alesso, Avicii, David Guetta, Dyro, Nicky Romero, Oliver Heldens, Steve Aoki, Ummet Ozcan, W&W, Armin van Buuren, Axwell /\ Ingrosso, Blasterjaxx, Deorro, Martin Garrix e muitos outros.
 
Pelo segundo ano consecutivo, o Portal 100% DJ foi ao encontro de alguns portugueses que vão embarcar na experiência Tomorrowland e que têm uma única paixão: a música eletrónica.
 

“NÃO É UM FESTIVAL, É UMA RELIGIÃO!”

 
Já tentei explicar a centenas de pessoas. É mais do que um festival, é uma religião! Não se explica, sente-se. Uma vez ‘Tomorrowlander, Tomorrowlander’ até à morte! Estranho? Depois de lá irem vão entender”, são as palavras de João Santos, de 48 anos e natural de Sintra, que parte para o festival belga pela terceira vez. Na sua mala de viagem constam produtos de higiene e roupa prática para ver alguns dos seus artistas favoritos como Coone e Brennan Heart.
 
Em relação às expetativas para a edição deste ano, João afirma que “as lágrimas ameaçam quando começo a pensar só de entrar no avião e ouvir aquela mensagem arrepiante do comandante: ‘flight to Tomorrowland’”. O sintrense considera ainda que “este festival é muito caro, mas é um facto que as pessoas como eu, que adoram electronic dance music (EDM) e apesar da minha idade e de já ter ido duas vezes... ainda vou uma terceira. Isto tem a ver com um facto: o Tomorrowland não é um festival, é uma religião!”.
 
Apesar de achar que Portugal tem falta um evento deste género, João Santos não acredita “que fosse possível um espírito igual ao da Bélgica”.
 

“TENTO NÃO CRIAR EXPETATIVAS”

 
Bruno Alves tem 31 anos e vai ao festival pela primeira vez, diretamente de Vizela. “Tento não criar muitas expetativas para poder ser completamente surpreendido por tudo! Mas como é lógico, são elevadíssimas”, confessou o festivaleiro em exclusivo ao Portal 100% DJ. Na sua mala, além da bandeira nacional, leva a GoPro, telemóvel, óculos de sol e a camisola do seu ídolo: Francesco Totti (jogador do Roma).
 
No festival pretende assistir às atuações de Axwell /\ Ingrosso e Oliver Heldens, e destaca “o ambiente, os palcos que são mágicos, as pessoas e claro, a música”. Em relação a Portugal, Bruno considera que o público não se pode queixar com o que já tem, visto que já existem “eventos que vão decorrendo ao longo do ano e onde podemos ver os melhores DJs do mundo”.
 

“VALE TODOS OS CÊNTIMOS GASTOS”

 

Com 33 anos, Marco Reis parte da Trofa em direção à Bélgica pela segunda vez consecutiva. “Tudo no Tomorrowland é especial. É o festival que promove a magia e o amor. Isso nota-se a cada passo que damos: existe magia no ar e é tudo feito ao pormenor. Não se consegue exprimir em palavras o que é o Tomorrowland”, salientou Marco.
 
As suas expetativas “são sempre elevadas”, principalmente para “ver como será o palco Main Stage”. Na bagagem leva “o essencial”, como a máquina fotográfica e telemóvel “para registar todos os momentos e mais tarde recordar”, comida, bebida, um impermeável e objetos de higiene.
 
“É um festival caríssimo. Temos de poupar um ano inteiro para termos três dias de loucura inesquecível. Mas vale todos os cêntimos gastos. É talvez a maior e melhor memória que teremos para o resto das nossas vidas”, destaca Bruno.
 
O português garante que Portugal não necessita de um festival desta envergadura, pois existe o MEO Sudoeste e outras festas com grandes nomes da música eletrónica, porém, atesta que “o país em si, não inspira confiança para um festival do género”.
 

“É O MAIOR FESTIVAL DO MUNDO”

 
Rui Sá, natural de Braga, tem 22 anos e também é estreante no Tomorrowland, prometendo que vai “aproveitar ao máximo aquele que é o maior festival do mundo. Sentir o ambiente proporcionado pelos artistas e que entusiasma o público e, acima de tudo, conhecer malta que, tal como eu, ‘vive’ a música eletrónica!”.
 
A bandeira portuguesa e a camisola de Steve Angello, o seu “artista de eleição” que não quer perder, vão bem guardadas na mala de viagem. Para conseguir ir à Bélgica, Rui confessa que quem “tem o sonho de ir ao Tomorrowland, que nunca desista desse objetivo, pois mais cedo ou mais tarde, há-de conseguir”, apesar de não ser fácil economicamente.
 

“UM SONHO DO QUAL QUEREMOS FAZER PARTE”

 
Depois de viajar até ao Ultra Music Festival de Miami e Ultra Europe na Croácia, Cristina Lima parte agora para o Tomorrowland pela segunda vez. A portuguesa de 31 anos e natural do Porto confessou estar “bastante ansiosa por ver o Main Stage” e afirma que os organizadores do evento “vendem um sonho do qual queremos fazer parte”.
 
Dois pares de sapatilhas e uma câmara fotográfica “para captar os melhores momentos” são os objetos essenciais que destacou em exclusivo ao Portal 100% DJ. Após ver Tiesto no Ultra Europe, Cristina está “curiosa por vê-lo no Tomorrowland”.
 
“Em Portugal fazem-se festivais à medida das mentalidades. Neste momento temos bons festivais, com bons cabeças de cartaz de EDM”, respondeu a portuense quando questionada sobre a falta de um festival do género no nosso país. Para viajar até Boom, “desejar apenas não chega, é preciso querer. Quando se quer algo temos de fazer opções, ir menos vezes ao café, despender menos dinheiro na noite... para quando chegar a hora temos tudo a postos para comprar o sonho!” confessou Cristina Lima.
 

“É A DISNEYLAND PARA ADULTOS!”

 
Laëtitia Esteves, de 29 anos e natural de Guimarães, viaja pela terceira vez consecutiva até Boom e espera voltar a “ser surpreendida com a magia que se respira durante aqueles três dias”, destacando ainda “um dos momentos marcantes e mais emocionantes” de cada ano como “a descoberta do Main stage”.
 
“Na realidade, tudo é especial. Eu costumo dizer que não se consegue descrever, é preciso vivê-lo e toda a gente deveria de lá ir pelo menos uma vez na vida. Tudo é pensado ao pormenor de forma a marcar as nossas vidas para sempre. E marca mesmo!”, confessou Laëtitia.
 
A amante de EDM destaca ainda que “a música é sem dúvida o ponto alto do festival com os seus inúmeros artistas de renome internacional. Mas a decoração, a organização, o ambiente que se vive... é a Disneyland para adultos! São mais de 200 mil pessoas vindas dos quatro cantos do mundo com a mesma paixão. Não interessa a cor, raça, idade, sexo e nacionalidade, porque no fundo a música une-nos”.
 
Na mala de viagem não vai poder faltar a bandeira nacional, roupas leves, calçado confortável, óculos de sol, protetor solar e a camisola do seu ídolo, Alesso. Quando questionada sobre que atuações mais deseja assistir, Laëtitia salienta Alesso, Armin van Buuren, Steve Angello e Axwell /\ Ingrosso, deixando ainda uma sugestão à organização: “um dia gostava de ver Pete Tha Zouk no Tomorrowland. É o meu ídolo nacional”.
 
Relativamente aos seus gostos musicais, a vimaranense considera que Portugal tem falta de um festival como o Tomorrowland, mas tem dúvidas em relação à adesão das pessoas. E porquê? “A entrada para o Tomorrowland é cerca de três vezes mais cara do que a de um MEO Sudoeste” e “neste momento está enraizada uma ‘onda’ de Kizomba no nosso país. As casas foram praticamente obrigadas a apostarem nessa ‘onda’ porque é o que se vende”.
 
O investimento para uma aventura como estas não é “nada fácil”. “Termina um Tomorrowland e já estamos a poupar para o próximo, porque os bilhetes são vendidos cerca de seis meses antes da realização do festival. Fica caro pelo facto de serem apenas três dias, mas vale cada cêntimo investido”, confessou Laëtitia Esteves ao Portal 100% DJ.

 

 

 
 
 
 
 

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